Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Agarrar a oportunidade

Viver implica fazer planos, ter ambições, sonhar.

Se, por um lado, o quotidiano exige uma resposta imediata face às necessidades que afligem o dia-a-dia de cada um e de cada família, por outro, sem ambições, sem planos de futuro, a vida transforma-se numa rotina sem sabor, numa cadência monótona.

Planear e projectar é por isso uma exigência de quem quer mais, de quem sonha em mudar ou chegar mais além. Mas nem sempre os planos se concretizam, por ventura por estarem mal equacionados, sobredimensionados; por não terem em conta os recursos e as competências que sabemos ter ou que gostaríamos de desenvolver.

Os sonhos são sempre horizontes de referência, linhas sem fim que nos motivam a sair da margem e enfrentar as ondas, o mar alto. Mas é essa atitude o que mais conta. É possível que não se consiga realizar todos os planos que se delineiam ou concretizar os sonhos de infância que se alimentam. Mas, quando existe disponibilidade para novas experiências, para aceitar pequenos ou grandes desafios, para mudar rotinas ou alterar procedimentos, a vida surpreende quando menos se espera; as oportunidades acontecem.

Uma oportunidade não é um bilhete de lotaria, mas um tempo em que as circunstâncias são favoráveis num determinado sentido, como diriam alguns, os astros parecem estar a favor ou na opinião de outros, Deus fala-nos através dos acontecimentos e das pessoas. É um momento, uma fracção de tempo, onde se pode ler um convite ou em que um novo desafio é proposto! Se tu quiseres podes viver esta experiência nova! Agarra, aproveita, vai em frente! Entraste na universidade, conseguiste um emprego longe de casa, convidaram-te para fazeres um trabalho, apresentar um projecto, mostrar uma competência, não hesites.

As oportunidades são sempre momentos fugazes que exigem determinação, atitudes positivas, coragem e, sobretudo, só os entende quem está atento à vida que passa e interpreta essas ocasiões como convites à mudança.

A vida também se constrói de forma que parece aleatória, não pensada, mas que, no fundo, acaba por ser a concretização do tal projecto, do plano que não foi pelo próprio pensado, mas que faz parte da “missão” que cada um, sem se dar conta concretiza neste mundo. Agarra a oportunidade!

Hoje, muitos jovens ficaram a saber se têm ou não vaga numa universidade, escola superior ou instituto politécnico. Por ventura não ficaram na sua primeira escolha, mas desistir dessa oportunidade é por ventura virar a cara à vida, desaproveitar um tempo.

A oportunidade coloca o ser humano na ponta da prancha de saltos, é agora ou nunca, é fechar os olhos e lançar-se, porque voltar para trás é desistir e, quem sabe, perder a coragem para tentar de novo.

A oportunidade é o momento, o agora em que te lanças fora do ninho e voas pela primeira vez, primeiro a medo para depois aguentares o vento que te sopra de feição e te leva até subires acima das nuvens, qual Fernão Capelo Gaivota, livre, forte, sentindo na alma a certeza do próprio querer! Eu sou capaz, eu consigo porque eu quero, porque acredito.

Vai, não olhes para trás, voa!

(publicado no Açoriano Oriental a 15 Setembro 2008)

publicado por sentirailha às 12:17
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