Domingo, 6 de Setembro de 2009

O mar que me veste

O mar dos Açores é uma outra pele para quem é insular.

Quando mergulho nestas águas, que são nossas por herança, sinto-me vestida por dentro, como se este mar fosse parte de mim.

O mar que rodeia a ilha onde nasci não é uma moldura que limita um quadro, mas um horizonte que alarga os limites da terra.

Somos parte deste mar, não tenho dúvidas. Sinto-o, sempre que mergulho no oceano, é como se reencontrasse o seio materno e redescobrisse a identidade que afirmo sem ver, que me condiciona mesmo quando julgo estar a ser livre na minha forma de ser.

Sou insular, sou ilhoa em bom português, e sinto uma honra imensa de o dizer e de o viver, em cada dia que passa. Gosto demasiado da minha terra, para aceitar que alguém a veja ou pense nela de forma que não seja de profundo respeito. Sou sensível aos gestos de apoio e acredito que temos de ser optimistas, temos de ter força de vontade se queremos levar o nosso povo, do Corvo a Sta. Maria, a ter as melhores condições de vida e o acesso, que merece, aos recursos que podem potenciar a nossa identidade e o projecto de desenvolvimento que queremos para a nossa terra.

O mar que rodeia estas ilhas não é uma massa profunda de água, mas um mundo vivo, onde a fauna e a flora, que as nossas ilhas têm, mas em quantidade limitada, é de uma imensidão que ainda não aprendemos a descobrir.

Temos o mundo à nossa volta e por vezes ainda nos julgamos pequeninos.

O mar das nossas ilhas é fonte de vida e dá sentido à nossa vida, porque nos veste como uma pele, nos identifica como o sangue que corre nas veias e nos abre horizontes, de conhecimento, comunicação e descoberta.

Não podemos parar, não podemos ficar a olhar do alto das rochas negras, com sentimentos pessimistas. Temos de ir sempre mais além... porque este mar não é barreira, mas futuro...

publicado por sentirailha às 18:30
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Novembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.posts recentes

. Onde moram os afetos?

. O (des)acórdão

. O furacão anunciado

. Ruby Bridges

. Escárnio e Maledicência

. O género da polémica

. Pobreza e Desigualdade

. Simone Veil

. Igualdade para fazer a di...

. Uma mulher condecorada

.arquivos

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

.tags

. todas as tags

.favorito

. Escárnio e Maledicência

. Açorianidade

.Visitantes

blogs SAPO

.subscrever feeds