Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

Alternância ou mudança

Em política a alternância não é obrigatória nem uma necessidade, a menos que o povo faça uma avaliação negativa sobre o trabalho daqueles que escolheu como representantes e considere que o governo não deu resposta às suas necessidades, não cumpriu o que prometeu e não soube gerir os recursos que teve ao seu dispor.

Por muito que o PSD esteja cansado de ser oposição, ganhar as eleições de outubro não é um prémio que lhes assiste por terem estado dezasseis anos à espera. 

Uma eleição é sempre um ato de mudança. Mas, mudar não significa abandonar um determinado projeto de sociedade ou negar princípios, que se consideram estruturantes da vida coletiva.

Alguns pensam que para se mudar é preciso derrotar o partido que está no poder. Veja-se o que aconteceu no país? Toda a oposição derrubou um governo legítimo do PS, por não concordar com mais medidas de contenção ou, como afirmava, “já chega de austeridade” (PEC4). Mudaram as bandeiras partidárias, o governo, mas a vida dos portugueses ficou pior: na educação, na saúde, na proteção social, no desemprego crescente e sem apoios, na baixa da produção de riqueza, no aumento exponencial da emigração, particularmente de quadros, na perda de poder de compra e na redução de salários, ou seja, austeridade em doses impensáveis, num evidente empobrecimento dos portugueses.

Precisamos de mudar? Sim. Mas isso não significa negar o passado recente, mas antes acreditar numa nova geração de políticos capaz de potenciar o que de melhor foi feito nos últimos anos na região, abrindo novos horizontes de trabalho, investindo no crescimento económico, sem deixar de garantir proteção no desemprego, na velhice, na doença ou na pobreza.

Precisamos de mudar? Sim, mas com uma geração de políticos audaciosos, dispostos a reconhecer erros, com capacidade para ouvir e firmes na tomada de decisões. Uma geração empreendedora, que não dispensa os mais velhos, mas que reconhece o potencial dos mais jovens e está disposta a criar oportunidades de futuro.

O PS – Açores apresenta nas próximas eleições regionais um projeto renovado, protagonizado por um candidato jovem, disponível para servir, que se afastou do cargo de secretário regional para estar ainda mais disponível para ouvir as pessoas, em todas as áreas, de todas as ilhas, repensando estratégias e ajustando propostas às necessidades manifestadas.

Vasco Cordeiro deu um exemplo de coerência. Não esperou por uma grande inauguração ou festejo, nem age deslumbrado pelo poder, porque o governo é uma equipa que irá continuar a gerir a região, com o mesmo empenho. Não foge, como acusa a oposição, antes se apresenta disponível para aceitar responsabilidades ainda maiores.

Eleito como deputado, Vasco Cordeiro assume de novo esse lugar, com a mesma humildade, disponibilidade e responsabilidade com que aceitou outros desafios.

Berta Cabral prefere ficar na câmara mais tempo, “até querer” afirmou primeiro, até depois dos festejos do Espírito Santo acabou por admitir. Justifica-se com o compromisso eleitoral que assumiu com os munícipes de Ponta Delgada. Compromisso que, por sinal, só termina em 2013. Justificou-se com o tempo que considera suficiente para a campanha (dois meses), apesar de já não estar a tempo inteiro na câmara.

Os Açores merecem uma nova geração de políticos de confiança, solidários com uma geração mais experiente, mas capazes de novos desafios.

Os Açores não precisam de alternância, mas de uma renovação com confiança.

(baseado no texto publicado no Açoriano Oriental a 16 de Abril 2012).

publicado por sentirailha às 18:48
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