Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

O segredo da felicidade

Quem não gostaria de descobrir essa fórmula secreta que faria da vida uma alquimia perfeita? Porque viver é enfrentar dificuldades, construir pontes e criar laços, apoiar quem nos rodeia e estender a mão, quando falham as forças e apetece desistir.

Se pudéssemos saber, em momentos de dor, a melhor forma de encarar as perdas e ser feliz apesar disso; se fossemos capazes de não recear os obstáculos e encontrar no esforço e no sofrimento a satisfação de ter conseguido se ultrapassar; se, apesar de termos vivido, continuássemos a ser aprendizes e a ficar felizes com a sabedoria dos outros. Então teríamos encontrado o segredo da felicidade.

Impossível, afirmam os mais cépticos. Como se pode ser feliz, perante a doença, a perda de capacidades, a dor ou as dificuldades?

Mas de que é feita essa felicidade que todos desejam e que, aparentemente, ninguém diz ter alcançado?

De ilusões de beleza, de saúde transitória, de gastos de dinheiro ou de relações de amizade ocasionais e fugazes que se alimentam de mensagens na internet ou de conversas sem conteúdo durante uma festa?

O que constrói a felicidade se não é a vida partilhada, mesmo nas horas mais difíceis; a história exemplar que se deixa por herança aos outros; o sorriso com que sempre se saúda as pessoas e a simpatia que se gera no coração de quem se cruza no caminho!

A felicidade não é dourada, não brilha como o ouro, nem se reduz a nada do que se possa acumular num armário ou numa carteira. Ela deixa marcas na vida das pessoas, é memória que se recorda, exemplo que se transmite, ensinamento que enraíza e transforma a vida de alguém.

Não se confunde com o prazer de ter, mas é sinónimo da alegria de ser. Amigo, presente, ouvinte, conselheiro, referência de pessoa que não se esquece. Exemplo de vida que toca os outros como uma brisa suave.

Os meus pais fizeram cinquenta e dois anos de casados. Não seria nada de extraordinário se não fora o facto de as suas vidas em comum serem para mim um exemplo de felicidade, uma referência de companheirismo e partilha, cujo segredo aos poucos vou descobrindo.

Sempre se aceitaram um ao outro como são; e juntos, sempre foram mais fortes, porque unidos, enfrentaram as dificuldades. Nunca cedem, quando está em causa o amor, nem nunca os vi desistir daquilo em que acreditam.

Há mais de cinquenta anos que dão as mãos como namorados, que se apoiam como amigos, que são um casal referência. São um exemplo de como a felicidade acontece, quando se ama todos os dias e se descobre que nunca somos donos da vida. Há sempre uma nova faceta, um pormenor que desconhecíamos no outro.

Nunca sabemos tudo, nunca podemos dizer que sabemos tudo de alguém. Porque, quando menos esperamos, na curva da vida, somos surpreendidos. E, renasce em nós, uma outra faceta desse amor que dá sentido à união, que se confunde com a força que nos torna felizes.

Quem sabe, talvez seja esse o segredo da felicidade!

 (publicado a 6 de Setembro 2010)

publicado por sentirailha às 12:47
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