Sábado, 2 de Janeiro de 2016

Passagem

Já aconteceu mais uma passagem de ano!

Um tempo para olhar para trás, sem perder o rumo do que está pela frente.

Revendo o filme dos meses que passaram, relembramos bons e maus momentos, ganhos e perdas, a força de vencer e as dúvidas em conseguir, as alegrias, por vezes fugazes, e os momentos mais dolorosos que pareciam eternos. Tudo isso agora é passado, faz parte de um tempo que não volta a acontecer.

Resta o que deixamos por fazer; o que queríamos alcançar ou as tarefas que começamos mas que não tivemos coragem de terminar. Este é o tempo para repensar nas mudanças que não fomos capazes de concretizar, supostamente porque não tínhamos tempo, quando na realidade deixamos que o tempo se esgotasse.

O ano de 2015 está feito, acabou, agora há que repescar as pontas que deixamos por rematar e retomar a construção que ainda não terminamos. Vale a pena acreditar. De que serve ficar parado olhando o caminho percorrido? O tempo agora é para olhar em frente.

Um novo ano nos é dado. 366 dias para gastar! É verdade! Temos um crédito de mais 52 semanas, 8784 horas que irão se esgotar sempre que desperdiçarmos dias a nada fazer, mas que ganharão juro sempre que usarmos esse tempo para fazer os outros felizes.

Um ano passa depressa. Depressa demais, quando nos sentimos bem e aproveitamos cada minuto para descobrir os sabores da vida. E quantos sabores não se escondem no dia a dia, mesmo daqueles que estão doentes, vivem sozinhos ou com dificuldades.

Não vale a pena agarrar-se à saudade para justificar essa melancolia, esse desespero de não conseguir.

Com doze passas na mão, foi rápida a transição entre o último minuto de 2015 e o começo deste novo ano.

Está aí, 2016 chegou e é tempo para retomarmos projetos, desejos e repensarmos a forma como agimos. Não basta estar vivo, é importante sentir a vida. Não basta envelhecer é necessário crescer, amadurecer emoções que não controlamos, destruir pensamentos que nos bloqueiam e nos impedem de avançar.

Um novo ano começou e é preciso acreditar que somos capazes de mudar o mundo, mudando a nossa própria vida e a daqueles que nos rodeiam, com pequenos gestos, fazendo a diferença.

Acreditar na força do amor que temos em nós, no bem que nos torna melhores pessoas, na felicidade que sentimos quando estamos juntos. É com tudo isso que podemos e devemos enfrentar o crédito de 366 dias que nos são dados para gastar!

Façamos todos um propósito, pequenino desejo, mas sentido, a concretizar neste ano que vai começar. Por exemplo, passar a dizer "bom dia" a quem não se conhece. Isso pode fazer toda a diferença, na vida dos outros e na nossa própria vida. Ser capaz de compreender e não julgar, ser amigo, sem cobrar as ausências. São imensos os bons propósitos que podem transformar a humanidade e garantir que este ano será melhor.

Como diz Paul Simon, temos de ser pontes sobre as águas agitadas dos que nos rodeiam e ajudá-los a passar confiantes para uma outra etapa das suas vidas.

Os tempos são difíceis, como diria a canção, as águas agitam-se, mas cada um de nós pode ser uma ponte, que supera dificuldades e constrói a paz.

Ser ponte é ser passagem, unir mais do que separar, mediar e não conflituar, ligar e não procurar razões para romper.

Fazer a ponte, quando tudo parece ser distância, é procurar o diálogo, sem impor, é ser ouvinte mais do que pregador, é dar espaço ao outro, sem dominar.

Quando se fazem pontes, esbatem-se as diferenças e a paz é possível.

Bem-vindo 2016!

(texto publicado no Açoriano Oriental a 29 Dezembro 2015) - revisto

 

publicado por sentirailha às 22:03
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Passagem

.arquivos

. Julho 2017

. Junho 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

.tags

. todas as tags

.favorito

. Açorianidade

.Visitantes

blogs SAPO

.subscrever feeds