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SentirAilha

Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

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Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

06
Mai08

Sejam bem vindos!

sentirailha

A Região Açores apostou no turismo porque reconhece que estas ilhas têm potencialidades únicas para fazer deste sector de investimento um novo e importante pilar no desenvolvimento económico e social do arquipélago.

Somos uma região dotada de paisagens quase inalteradas, de níveis muito baixos de poluição, de recursos naturais e culturais que podem constituir, aquilo que os empresários do sector denominam, um pacote turístico.

Trazer visitantes em várias alturas do ano, sobretudo em épocas consideradas baixas, é um desafio que se coloca a todos os açorianos: aos que investiram em unidades hoteleiras ou restaurantes, agências de viagens e empresas de animação, e também a todos os outros, simples cidadãos anónimos que se cruzam com o visitante na rua e são, por vezes, abordados com um pedido de informação ou simplesmente se sentam na mesa do lado do restaurante.

Proporcionar uma experiência inesquecível ou mesmo motivar o turista para que volte é tarefa de todos e de cada um. O empregado que atende ao balcão e não sabe falar inglês nem consegue traduzir a ementa, raramente escrita em mais do que uma língua. O taxista que transporta o visitante aos locais mais emblemáticos e mal conhece a história dos Açores, ou simplesmente o cidadão que, passeando na rua, atira um papel de chocolate para o chão. Cada um, à sua maneira, constrói um traço negativo no acolhimento. Porque não bastam as paisagens. As pessoas são sempre a parte mais importante das comunidades. E quando os habitantes manifestam falta de civismo contribuem, de forma significativa, para criar uma imagem que não combina com a campanha que, por ventura, motivou o turista a visitar-nos.

Queremos turistas em épocas menos concorridas e, por isso, não raras vezes, criam-se eventos para os atrair; festas, bailes, festivais de música, concertos e um sem número de actividades que possam ser os ingredientes que levarão o turista a não se importar com a chuva que o impede de sair ou com o nevoeiro que tapa a vista do Rei.

Mas, se queremos turistas assíduos a todos esses eventos, então temos de os receber com civismo, com espírito de acolhimento e, sobretudo, com autenticidade. Que imagem levarão aqueles que nos visitam, quando se deparam com um recinto de festa, onde abunda o lixo no chão, garrafas atiradas a um canto, papéis esvoaçando e restos de comida com gordura que se pegam à calçada?

Será que é a gastronomia regional que se promove em barraquinhas sem condições? Que lugar se reserva à restauração, que tenta fazer negócio, mas que, na maioria dos casos vende uma água, um café, a pretexto de facilitar o acesso ao quarto de banho?

Que modelo de festa anima os nossos arraiais? Não estaremos nós a ser invadidos por vendedores de consumos, sem história nem identidade? Se não fossem as filarmónicas e as rifas do bazar, o que faria a diferença entre as Festas do Senhor Santo Cristo e tantas outras?

Importa preservar o que de mais genuíno possuem as festas locais, em particular, as de cariz religioso, como são, neste tempo, os impérios do Espírito Santo. É a nossa identidade, aliada às belezas da nossa terra, que pode e deve transformar o tempo de férias de um turista numa memória inesquecível e, quem sabe, num convite ao regresso, porque para os açorianos são todos bem-vindos!

(publicado no Açoriano Oriental a 5 Maio 2008)

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