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SentirAilha

Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

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Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

Ilheús

São gente que vive no meio do mar, para alguns, gente que vive longe da civilização, que caracteriza e define o velho continente europeu onde tudo acontece!

Esses ilhéus estão a milhas, reais, dos continentes onde se discute a política internacional, se faz investigação de ponta e, aparentemente, se decide o rumo do desenvolvimento mundial.

Ilhéus, termo que se confunde com os rochedos perdidos no mar! Pessoas ou rochedos, os ilhéus são gente diferente, batida pelo mar; gente de fibra que não verga, mesmo quando parecem ceder na relação.

Para um ilhéu a mágoa é quase sempre vivida de modo profundo, fica gravada porque toca a própria confiança, essa relação de entrega que uma vez criada não levanta dúvidas.

Quando um insular confia, ai de quem venha a trair essa confiança, porque as relações dificilmente serão reatadas ou ganharão o mesmo vigor.

A insularidade não é uma prisão mas uma defesa, não é isolamento mas intimidade, não é solidão mas reencontro.

Quando outros procuram conhecer a vida dos insulares têm por isso que se dispor a entender e a encontrar esse lugar interior onde cada um e cada comunidade se desenvolve. Não bastam contactos superficiais ou viagens periféricas, como aquelas que muitos fazem em torno da ilha, julgando assim tudo conhecer.

Para se conhecer um insular é preciso tempo, sentido do pormenor e espaço interior para a descoberta dos recantos.

Ao contrário dos continentes a beleza das ilhas não está nas planícies mas nos vales e enseadas; a mesma paisagem ganha cores diferentes entre o amanhecer e o por de sol, os verdes são em nuance e o azul do mar muda ao longo da costa.

Ao contrário dos continentais, a riqueza dos ilhéus não está no tamanho das cidades em que vivem ou na quantidade de terras que possuem, mas no saber que partilham, nas dificuldades que enfrentam diariamente e na forma como se entreajudam.

São os laços que nos unem e nos prendem a estas terras, pequenos ilhéus, que nos fazem diferentes... por vezes distantes, mas sentindo ....o mar e o céu como espaços de evasão.

PL - 9 de Agosto de 2007

 

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