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Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

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Confundir para reinar

Nesta campanha eleitoral para as legislativas há quem queira confundir, por ventura com a pretensão de assim poder reinar.

Quando foram divulgadas as listas do PSD, a presença de três autarcas de S. Miguel foi objecto de reacções de vária ordem, inclusive levou ao parecer da CNE confirmando a obrigação de suspensão do mandato por parte desses candidatos, como determina a lei.

Mas essa seria uma consequência de menor valia, não fora a confusão que pretendem criar no acto eleitoral, particularmente nas freguesias de Ponta Delgada, nomeando a candidata a deputada como Presidente (da Câmara Municipal de Ponta Delgada). Fazem por esquecer as próprias palavras da Dra. Berta Cabral, quando afirmou que o seu compromisso é com os munícipes de Ponta Delgada. E o que a leva apelar ao voto nas legislativas? Um teste à sua popularidade, quem sabe para depois avaliar, por comparação com o verdadeiro candidato do PSD a Presidente do governo, o Dr. Costa Neves, quem dos dois tem maior popularidade junto do eleitorado social-democrata?

As eleições Regionais deveriam merecer mais respeito por parte dos candidatos. Integrar uma lista é assumir um compromisso com os eleitores, é dar corpo a um projecto político, é demonstrar disponibilidade para servir, neste caso no órgão máximo do poder regional, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. “Ninguém pode servir a dois senhores”, nem se pode ser eleito para ocupar em simultâneo dois lugares. Se o cargo de Presidente da maior autarquia dos Açores merece o respeito que a Dra. Berta Cabral pretende demonstrar, o que espera conseguir com estas eleições regionais? Ir buscar votos à custa do prestígio que a Câmara lhe dá, para depois, saltar do barco quando este começar a andar?

Ser eleito é um privilégio que se deve à confiança que os eleitores depositam num grupo de pessoas, que hoje escolhem e amanhã avaliam no trabalho que desenvolvem. Trair essa confiança é servir-se desse lugar e do prestígio que essa posição pode trazer e iludir o eleitorado.

Se esta confusão ocorre, em parte também se deve ao baixo grau de literacia política do nosso povo. As suas preocupações oscilam muitas vezes entre o que podem esperar da junta de freguesia, da Câmara ou do Governo. E nem sempre estes três níveis de intervenção estão claros e são complementares. Perante mais um acto eleitoral e enfrentando candidatos que são eles próprios presidentes de câmara, um eleitor menos esclarecido pode ficar confundido.

Felizmente, apesar do risco que a confusão lançada pode vir a criar, acreditamos que o povo açoriano está mais maduro, mais consciente e atento e, ao contrário do que esses candidatos esperam, irá destrinçar as águas e escolher quem realmente quer para Presidente do Governo.

Estas são eleições para o Parlamento regional e o voto de cada cidadão deve contribuir para escolher a lista que, em cada uma das ilhas, reúne os melhores candidatos, que aceitam estar ao serviço da Assembleia ou do Governo que dela emanar e estão dispostos a colocar o seu esforço em prol do desenvolvimento dos Açores!

(publicado no Açoriano Oriental de 13 Outubro 2008)

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