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Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

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04
Jun09

Açores, fronteira da Europa

sentirailha

Somos fronteira da Europa. O ponto mais ocidental desta comunidade de países, à qual Portugal pertence desde 1985, é o Ilhéu de Monchique, na ilha das Flores, ponto de referência que serviu para acertar rotas e verificar instrumentos de navegação.

Se na década de noventa do século XX os Açores eram para a maioria dos Europeus uma mera designação do anticiclone, hoje a Região conquistou um lugar de referência, fruto da sua política de cooperação externa e abertura ao espaço europeu; do modo como tem defendido os seus interesses no Parlamento Europeu e, sobretudo, pela forma como tem sabido promover e divulgar a açorianidade, em órgãos de decisão política e na utilização dos fundos europeus.
Actualmente, os Açores na Europa são muito mais do que um arquipélago, o lugar do anticiclone ou o ponto de referência minúsculo das cartas dos navegadores. Na última década, a Região soube conquistar um lugar de destino para o turismo europeu, sendo considerada uma referência para os amantes do património natural, que tem sido protegido e preservado, quer através da investigação científica, quer por via de medidas legislativas.
No domínio da formação profissional, os Açores são hoje uma das regiões europeias que melhor tem sabido utilizar os fundos disponibilizados pela União. Em curso está o ProEmprego (2007 a 2013) programa destinado a melhorar os níveis de qualificação e empregabilidade da população, com um investimento previsto de 263 milhões de Euros. É bom lembrar que em 1997/98, apenas 1,8% da população activa possuía um curso técnico-profissional, quando em 2009 essa percentagem atinge 20% da população trabalhadora. E, prova de que esta é uma opção certa, são os prémios conquistados por alunos das escolas profissionais da Região, em concursos de nível nacional e internacional.
Votar no Partido Socialista nas eleições europeias é também reconhecer como a Região tem sabido afirmar-se no todo Europeu.
Votar é sempre um acto de responsabilidade, a afirmação da nossa cidadania.
Somos apenas uma pequena parcela dos milhões de cidadãos da União Europeia, mas podemos potenciar a nossa dimensão, elegendo um deputado oriundo destas ilhas.
Contribuir para a eleição do Luís Paulo Alves, na lista do Partido Socialista, é apostar na pessoa que está melhor preparada para defender os interesses e as potencialidades da Região, desde o mar e os seus recursos ao potencial agrícola ou à capacidade de produção energética alternativa; desde o emprego à qualidade de vida.
Apostar no Luís Paulo Alves é escolher alguém com um discurso objectivo, credível, capaz de se afirmar nas comissões parlamentares, na negociação de medidas que promovam e defendam os Açores. A sua experiência como parlamentar, gestor e sobretudo, como cidadão activo e interveniente, é uma garantia de qualidade da sua participação enquanto eurodeputado.
É importante votar nas próximas eleições de 7 de Junho para dizer à Europa que os Açores são mais do que um anticiclone e muito mais do que uma região ultraperiférica na fronteira mais ocidental da Europa.
Temos o dever de mostrar o quanto defendemos a nossa Autonomia na diversidade de culturas da União, elevando a nossa voz no meio da multidão e dizendo, com orgulho: somos europeus do Atlântico e açorianos na Europa.
 (publicado no Açoriano Oriental a 1 de Junho 2009)

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