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Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

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05
Ago09

ATL, atelier ou armazém?

sentirailha

O ATL entrou na vida de muitas crianças como mais um espaço. Um espaço ou tempo de espera, onde aguardam que os pais regressem a casa.

Ali, fazem os trabalhos, que seriam “de casa”, e gastam o tempo que seria para brincar, diante da televisão ou do computador.
ATL é, para muitos, sinónimo de prolongamento da escola. Esperam sentados à volta da mesma mesa, onde antes almoçaram e sentem o cheiro a mandarina misturado com o aroma da sopa requentada, que a mãe pôs na lancheira, ainda o sol não tinha raiado, enquanto procuram juntar as peças de um puzzle.
Ao menos não andam pela rua, sem vigilância, apontam os que, reconhecendo a necessidade, desconhecem o modo de vida daquelas crianças. Qualquer instituição vocacionada para crianças, tem de defender o “superior interesse da criança.” Será que se estimula o desenvolvimento mantendo as crianças doze horas num mesmo espaço?
Num ATL, deveriam ser desenvolvidas outras competências que não apenas as escolares. Os trabalhos de casa são actividades para serem realizadas na residência dos alunos, por ventura dando lugar a um momento de partilha de dificuldades com os pais.
No ATL a criança deveria ter a oportunidade de descobrir outros mundos, outros saberes e, sobretudo, deveria ter um acesso facilitado às actividades que os pais, por não terem recursos ou sobretudo, por estarem empregados, não lhes podem facultar. Práticas desportivas, artes plásticas, dança e teatro, para não falar do contacto com a natureza, a defesa do ambiente, são algumas das muitas actividades que deveriam integrar a formação de uma criança.
Um ATL não pode ser um armazém ou depósito onde se guardam e vigiam crianças, sem estimular o seu desenvolvimento.
No concelho de Ponta Delgada, promovidos pela autarquia, são vários os núcleos de ATL em edifícios escolares do 1.º ciclo, onde as crianças passam quase 10 horas/dia. Temos de pugnar pelo sucesso escolar e isso implica diversificar as aprendizagens.
Investir na educação vai muito para além da reparação dos edifícios. É urgente estimular o gosto pelo saber em todas as crianças, o desejo de ser, e proporcionar-lhes a oportunidade de viver experiências novas.
(publicado no Açoriano Oriental a 3 de Agosto 2009)
 

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