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Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

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03
Nov09

A dignidade não tem preço

sentirailha

Dar 80 euros a um idoso é um ultraje. É um insulto. Em vez de dar os serviços que eles precisam, seja o apoio domiciliário, o lar, o centro de dia ou a residência. Isso é que eles precisam.Eles não precisam de 80 euros para ir beber cervejas, para ir comer doces, que são diabéticos e ficam doentes, para serem roubados pelos filhos”. (palavras de Maria José Nogueira Pinto, numas Jornadas do PSD)

 
Quem fala dos apoios aos idosos desta forma tem da velhice uma visão miserabilista e pouco digna.
Os idosos não são essas pessoas acabadas, doentes, que precisam de ser armazenadas em lares, porque sem autonomia, vivem de ajudas, esmolas ou dos serviços de apoio ao domicílio, como se fossem prisioneiros da idade.
A velhice é ou pode ser uma etapa renovada da vida.
Desobrigados das exigências dos empregos ou do cuidar dos filhos, muitos, idosos, felizmente, reencontram o gosto por aprender ou pela leitura, mantêm uma actividade física, redescobrem o prazer do convívio com os amigos e frequentam a universidade, o centro de dia, o ginásio ou a piscina.
Esta é a etapa da vida em que os cidadãos abandonam o palco, deixam de se preocupar com o rigor dos papéis e sobem ao balcão para observar os novos actores. Sensatos, dominando a experiência de quem já representou muitas vezes, dão conta das falhas, dos conflitos latentes, das tensões e são óptimos conselheiros.
Infelizmente, muitos dos que se afastam, porque a doença e o cansaço os obriga a recuar perante as luzes da ribalta, ironia do destino, vivem hoje esquecidos de quem lhes ocupou o lugar. Sustentaram a família, quantas vezes retirando do seu prato a comida que os filhos precisavam mas, quando lhes faltaram os meios, não tiveram outra alternativa se não recorrer às ajudas do Estado. “Nem se imagina o que fica na farmácia!”
Ouvem-se vozes cansadas em torno de uma mesa de sueca. Naquele tempo os patrões não descontavam para a segurança social e muitos tinham de trabalhar quando ainda usavam calções, matando os sonhos de ser alguém, diferente dos pais.
Viver é envelhecer, por isso, a dignidade que a vida nos merece é único critério com que devemos apoiar a velhice.
 

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