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SentirAilha

Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

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Ano internacional de Luta contra a Pobreza e a Exclusão social

2010 foi dedicado pela União Europeia ao Combate à Pobreza e a Exclusão Social. Uma utopia que anima a construção de uma comunidade de cidadãos, iguais em direitos.

Os pobres são cidadãos não reconhecidos.
Logo, lutar contra a pobreza significa reconhecer a cidadania nos e dos mais pobres, enquanto igualdade de acesso, de direitos e respeito pela dignidade de todos os seres humanos, independentemente da sua condição física, mental, económica ou social.
Combater a exclusão social não deveria significar transformar o que é diferente em formato padrão, alterar a condição de quem é não-integrado para o tornar igual ou parecido com a maioria.
Combater a exclusão social é reconhecer na diversidade um valor e ser intolerante perante a injustiça ou o desrespeito por quem é diferente. Combater a exclusão é reconhecer o projecto de vida do outro sem querer condicionar a liberdade dos cidadãos, nem pretender construir uma unidade amorfa, unicolor e padronizada.
A coesão social significa igualdade de direitos, partilha de diferenças, valorização da diversidade cultural, respeito por etnias, sotaques, religiões e tradições. Significa construir uma unidade que integre a diversidade das comunidades de pertença.
A desigualdade não está apenas na condição social dos mais pobres ou dos que são considerados excluídos, mas na relação que a sociedade, dita maioritária e normalizada, estabelece com esses cidadãos.
Os mais pobres não vivem na sombra. Muitos são trabalhadores, com baixos salários, que desempenham actividades pouco qualificadas, algumas de risco com quem nem sempre as empresas estabelecem um vínculo laboral duradoiro. Muitos são mulheres, sozinhas, com filhos menores a cargo, sem acesso ao mercado de trabalho.
O combate à pobreza ou à exclusão social não significa enfrentar um problema que está para além da fronteira da comunidade, da cidade ou da freguesia onde moramos, mas passa pela relação que estabelecemos com quem vive em dificuldades e mora na nossa rua ou trabalha na mesma empresa que nós. Neste combate as armas mais eficazes são o altruísmo, a solidariedade, o sentido do outro e a procura do bem comum.
(publicado no Açoriano Oriental de 4 Janeiro 2010)

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