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SentirAilha

Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

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Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

Carta aos leitores

Queridos leitores e queridas leitoras.

Espero que esta carta vos encontre de boa saúde, na companhia dos que mais amam.

Nós por cá estamos bem.

Neste Natal, gostaria de vos desejar tudo de bom, sobretudo, que consigam juntar alguns familiares e amigos, mesmo que em pequenos grupos de seis pessoas, como aconselham as regras da prevenção do Covid19.

Mas não se preocupem, nós por cá também o vamos fazer, felizes por podermos festejar a vida, o Amor, pensando em todos aqueles que amamos e que, este ano, não vão estar à mesa connosco.

Não é preciso muito para saber a Natal. Uns figos, umas nozes e um bolo rei fazem a festa. Mas é claro, que o mais importante não é a mesa farta, mas o presépio do Menino Jesus. Não sei se vos acontece o mesmo, mas cá por casa, todos os anos a sala fica diferente, para dar lugar à gruta do presépio.

Afastam-se os móveis para colocar a árvore e, num canto do quarto, arma-se o presépio. Tenho ouvido dizer que há quem tenha desistido de o fazer, porque dá trabalho. É pena! Ainda me lembro do tempo em que os miúdos adoravam mexer nos bonecos e mudá-los de lugar.

O meu presépio agora é mais pequeno, mas ocupa o lugar central da casa. Todos os anos, a gruta é diferente, feita com pedaços de natureza, ramos secos, pinhas e pedras, dessas que caem dos muros, ou qualquer outro material, apanhado do chão. Não pode faltar a luz que, indireta, aponta para o Menino e cria um ambiente quente e aconchegante. É claro, que o burro e a vaca fazem o seu papel, como diz a tradição, e estão lá para o aquecer.

Mas, já que falei do presépio, da gruta que está montada a um canto da minha sala, espero que na vossa casa também haja lugar para esse espaço diferente, que renasce em cada Natal, a lembrar o mais importante: a humildade e a simplicidade que alimenta o Amor, tal como a ervilhaca e o trigo que semeamos todos os anos.

Queridos leitores, neste Natal tão diferente dos outros, o mais importante é agradecermos o muito que a vida nos deu e nos dá. Não vale a pena gastar muito tempo a lembrar o que não temos ou o que não podemos fazer neste ano. O melhor é concentrarmo-nos no lado positivo, nas pessoas que amamos, nos gestos de ternura que estamos a guardar para os tempos que virão. Vai saber tão bem, abraçar sem medo, beijar o rosto com ternura e voltar a juntar a família à volta da mesa, onde não se envelhece, quando se conversa.

Esta carta já vai longa e nem falei do ano que se aproxima: 2021. Vai ser melhor, tenho a certeza. Estamos mais fortes, mais preparados, mais alerta para os riscos, mais habituados a desinfetar as mãos, vezes sem conta. O pior são as dificuldades que alguns empresários estão a viver, por causa da baixa nos negócios e a tristeza que sentem aqueles que vivem nos lares ou estão hospitalizados. Acreditemos que isso é temporário e, não tarda, iremos retomar “o normal” das nossas vidas, com mais força e mais vontade de vencer. Se há coisa que aprendemos com esta pandemia foi a valorizar a atenção, que damos uns aos outros, e a perceber o quanto é importante sermos solidários com os mais fragilizados de entre nós. Em 2021 temos de ser melhores nesses aspetos.

A terminar, escrevo-vos estas linhas diante de uma vela que acendi por todos vós, para que tenham saúde e possam celebrar o Amor no vosso coração. Não há melhor lugar para acontecer o Natal.

Abraços fraternos e muitos beijos, desta vossa amiga.

(texto publicado no jornal Açoriano Oriental de 21 Dezembro 2020)

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