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SentirAilha

Viva! Este é um espaço de encontro, interconhecimento e partilha. Sentir a ilha que cada um é, no mar de liberdade que todos une e separa... Piedade Lalanda

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Passagem

Já aconteceu mais uma passagem de ano!

Um tempo para olhar para trás, sem perder o rumo do que está pela frente.

Revendo o filme dos meses que passaram, relembramos bons e maus momentos, ganhos e perdas, a força de vencer e as dúvidas em conseguir, as alegrias, por vezes fugazes, e os momentos mais dolorosos que pareciam eternos. Tudo isso agora é passado, faz parte de um tempo que não volta a acontecer.

Resta o que deixamos por fazer; o que queríamos alcançar ou as tarefas que começamos mas que não tivemos coragem de terminar. Este é o tempo para repensar nas mudanças que não fomos capazes de concretizar, supostamente porque não tínhamos tempo, quando na realidade deixamos que o tempo se esgotasse.

O ano de 2015 está feito, acabou, agora há que repescar as pontas que deixamos por rematar e retomar a construção que ainda não terminamos. Vale a pena acreditar. De que serve ficar parado olhando o caminho percorrido? O tempo agora é para olhar em frente.

Um novo ano nos é dado. 366 dias para gastar! É verdade! Temos um crédito de mais 52 semanas, 8784 horas que irão se esgotar sempre que desperdiçarmos dias a nada fazer, mas que ganharão juro sempre que usarmos esse tempo para fazer os outros felizes.

Um ano passa depressa. Depressa demais, quando nos sentimos bem e aproveitamos cada minuto para descobrir os sabores da vida. E quantos sabores não se escondem no dia a dia, mesmo daqueles que estão doentes, vivem sozinhos ou com dificuldades.

Não vale a pena agarrar-se à saudade para justificar essa melancolia, esse desespero de não conseguir.

Com doze passas na mão, foi rápida a transição entre o último minuto de 2015 e o começo deste novo ano.

Está aí, 2016 chegou e é tempo para retomarmos projetos, desejos e repensarmos a forma como agimos. Não basta estar vivo, é importante sentir a vida. Não basta envelhecer é necessário crescer, amadurecer emoções que não controlamos, destruir pensamentos que nos bloqueiam e nos impedem de avançar.

Um novo ano começou e é preciso acreditar que somos capazes de mudar o mundo, mudando a nossa própria vida e a daqueles que nos rodeiam, com pequenos gestos, fazendo a diferença.

Acreditar na força do amor que temos em nós, no bem que nos torna melhores pessoas, na felicidade que sentimos quando estamos juntos. É com tudo isso que podemos e devemos enfrentar o crédito de 366 dias que nos são dados para gastar!

Façamos todos um propósito, pequenino desejo, mas sentido, a concretizar neste ano que vai começar. Por exemplo, passar a dizer "bom dia" a quem não se conhece. Isso pode fazer toda a diferença, na vida dos outros e na nossa própria vida. Ser capaz de compreender e não julgar, ser amigo, sem cobrar as ausências. São imensos os bons propósitos que podem transformar a humanidade e garantir que este ano será melhor.

Como diz Paul Simon, temos de ser pontes sobre as águas agitadas dos que nos rodeiam e ajudá-los a passar confiantes para uma outra etapa das suas vidas.

Os tempos são difíceis, como diria a canção, as águas agitam-se, mas cada um de nós pode ser uma ponte, que supera dificuldades e constrói a paz.

Ser ponte é ser passagem, unir mais do que separar, mediar e não conflituar, ligar e não procurar razões para romper.

Fazer a ponte, quando tudo parece ser distância, é procurar o diálogo, sem impor, é ser ouvinte mais do que pregador, é dar espaço ao outro, sem dominar.

Quando se fazem pontes, esbatem-se as diferenças e a paz é possível.

Bem-vindo 2016!

(texto publicado no Açoriano Oriental a 29 Dezembro 2015) - revisto

 

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